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Ações da Polícia Federal em Três Rios combatem esquema criminoso
Ações fazem parte da Operação Workaholic.
13/12/2013, 13h00- Atualizado em 13/12/2013, 20h46
Veículos foram vistos na cidade durante toda a manhã (Frederico Nogueira/ Revista On)

A Polícia Federal deflagrou  hoje (13/12) a Operação Workaholic, que visa desarticular grupo criminoso formado por auditores-fiscais do Trabalho, contadores e empresário, que há muitos anos atuavam em Petrópolis, Três Rios e Teresópolis. Os integrantes do grupo são acusados de exigir propinas mensais de empresários para afrouxar ou mesmo não realizar fiscalizações trabalhistas. O esquema criminoso arrecadou mais de R$ 7 milhões  em propinas.

Uma equipe de cerca de setenta policiais federais, com apoio de um representante da Corregedoria do Ministério do Trabalho e Emprego, cumpriu nove mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara Federal de Petrópolis, em desfavor de quatro auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego, três contadores e a esposa de um deles, e ainda de um empresário, nos municípios de Petrópolis, Três Rios, Teresópolis e no Rio de Janeiro.

Investigações apontaram que os acusados agiam exigindo, solicitando e aceitando propinas mensais de empresários, para que fosse atenuado o rigor das fiscalizações trabalhistas ou mesmo para que elas deixassem de ser realizadas, o que prejudicava a classe trabalhadora que não poderia contar com o respaldo do órgão estatal incumbido de fiscalizar a observância de seus direitos pelos empregadores. Também foram encontrados indícios de que recolhimentos dos empresários junto ao FGTS eram sonegados em razão do esquema criminoso.

Os particulares envolvidos participavam da quadrilha arrecadando mensalmente os valores de propinas, que eram repassadas aos servidores públicos. Em apenas uma das contas bancárias que recebiam os valores fruto do ilícito, bloqueada judicialmente nesta data, estão depositados cerca de R$ 7 milhões. Os presos responderão, de acordo com suas participações, pelos crimes de formação de quadrilha, concussão e corrupção, cujas penas máximas somadas podem ultrapassar vinte e três anos de reclusão.

Com informações do Setor de Comunicação da Polícia Federal

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